Vozes Ancestrais transforma cultura e ancestralidade em caminhos de cura no Centro Terapêutico Fica Vivo Oficina de vestimentas africanas promove valorização da identidade, autoestima e ancestralidade e termina com emocionante sessão de fotos

 Vozes Ancestrais transforma cultura e ancestralidade em caminhos de cura no Centro Terapêutico Fica Vivo

Oficina de vestimentas africanas promove valorização da identidade, autoestima e ancestralidade e termina com emocionante sessão de fotos

A Superintendência de Igualdade Racial, em parceria com a Associação Vitória Ramos, realizou, no Centro Terapêutico Fica Vivo, uma oficina de vestimentas africanas que proporcionou aos participantes uma experiência de contato com a cultura, a ancestralidade e a valorização da identidade.

A atividade faz parte do projeto “Vozes Ancestrais — Caminhos de Cura”, proposto pela Superintendência de Igualdade Racial e acolhido pelo Centro Terapêutico Fica Vivo. A iniciativa busca utilizar a cultura, a ancestralidade e o fortalecimento da identidade como instrumentos de autoestima, pertencimento e enfrentamento ao racismo.

Durante a oficina, os participantes conheceram as capulanas, tecidos africanos tradicionalmente utilizados de diferentes maneiras. Foram apresentadas possibilidades de uso dos tecidos como vestimentas masculinas e femininas, turbantes, forros de cama e mesa e também como faixas para carregar crianças junto ao corpo, permitindo que as mães mantenham as mãos livres para realizar outras atividades.

A versatilidade das capulanas chamou a atenção dos participantes, que puderam conhecer um pouco mais sobre os significados culturais presentes nas cores e nas estampas. A oficina destacou a presença de cores fortes e vibrantes, figuras geométricas, representações de animais, pessoas e elementos inspirados na natureza e na cultura de diferentes povos africanos.

Adereços revelam diversidade e tradição

Os adereços também tiveram espaço de destaque durante a atividade. Pulseiras, braceletes, colares, brincos e outros acessórios foram apresentados como elementos tradicionalmente utilizados tanto por homens quanto por mulheres.

Os participantes conheceram materiais diversos empregados na confecção desses objetos, como contas, miçangas, metais, pedras, ossos e dentes de animais, compreendendo que os acessórios podem carregar, além da beleza estética, elementos culturais e simbólicos.

Outro destaque foi o uso dos turbantes. A oficina mostrou que eles também fazem parte da cultura masculina e que sua utilização vai além do aspecto ornamental, podendo exercer função de proteção da cabeça e representar elementos de identidade e tradição.

Uma sessão de fotos marcada por emoção

Após a apresentação dos tecidos e acessórios, a atividade culminou em uma sessão de fotos. O momento, que inicialmente poderia ser apenas o encerramento da oficina, transformou-se em uma experiência de alegria, descontração e valorização pessoal.

Os participantes tiveram a oportunidade de experimentar as vestimentas, utilizar os adereços e turbantes e se enxergar sob uma nova perspectiva.

A emoção tomou conta do ambiente. O brilho nos olhos dos participantes diante de elementos que remetiam à ancestralidade revelou a força que ações de valorização cultural podem exercer sobre a autoestima e o sentimento de pertencimento.

A descontração tomou conta da sessão, acompanhada de sorrisos, interação e alegria. Para os envolvidos na iniciativa, aquele momento demonstrou que o projeto está alcançando um de seus principais objetivos: contribuir para que cada participante reconheça sua própria história, sua identidade e seu lugar na sociedade.

Cultura como instrumento de transformação

O projeto “Vozes Ancestrais — Caminhos de Cura” parte da compreensão de que o resgate da ancestralidade pode contribuir para fortalecer identidades e enfrentar processos históricos de invisibilização e racismo.

Ao proporcionar o contato com símbolos, tecidos, cores, acessórios e formas de expressão da cultura africana, a iniciativa cria um espaço para o diálogo, o reconhecimento e a valorização da diversidade.

A proposta também busca mostrar que a identidade não deve ser motivo de vergonha ou exclusão, mas fonte de força, conhecimento e pertencimento.

Reconhecimento ao apoio da gestão municipal

A realização da oficina contou também com o apoio da administração municipal, fundamental para que iniciativas dessa natureza possam ser desenvolvidas.

Um agradecimento especial é direcionado ao prefeito municipal Carlos Mayer, à secretária de Assistência Social, Maria Valéria, e ao Governo de Silvânia, pela sensibilidade, pelo apoio e pelo compromisso com ações voltadas à promoção da igualdade racial, da inclusão social, da valorização cultural e da dignidade humana.

O reconhecimento à gestão municipal se estende a todos os profissionais e parceiros que contribuem para que projetos como esse possam chegar até aqueles que necessitam de espaços de acolhimento, escuta, valorização e reconstrução da autoestima.

Vozes que encontram caminhos

Mais do que uma oficina de vestimentas, o encontro representou uma oportunidade de reconectar os participantes com elementos de uma história ancestral que também faz parte da formação do povo brasileiro.

Entre tecidos coloridos, turbantes, adereços, fotografias e sorrisos, a tarde mostrou que a cultura pode abrir caminhos para o diálogo, o reconhecimento e a transformação.

O “Vozes Ancestrais — Caminhos de Cura” reafirma, assim, sua proposta de fortalecer identidades, combater o racismo e contribuir para que cada pessoa possa se reconhecer como parte importante da trama que constrói a história deste país.

Uma tarde de cultura, ancestralidade e emoção — e, acima de tudo, um momento para lembrar que valorizar a identidade também é uma forma de cuidar, acolher e transformar vidas.


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