Jornal A Voz: 28 anos registrando a história, a cultura e a memória de Silvânia

Um legado de informação, identidade e compromisso com as futuras gerações

No dia 3 de outubro de 1997, uma sexta-feira que entraria para a história cultural de Silvânia, nascia um importante capítulo da comunicação local. Durante o evento “Reencontro com a Arte”, realizado no Espaço Cultural Juvenal Tavares, era lançada a primeira edição do Jornal A Voz, uma publicação que viria a se tornar símbolo da preservação da memória e do cotidiano silvaniense.

O projeto nasceu pelas mãos dos silvanienses Inácio José de Paula, Edmar Camilo Cotrim e Emílio Nicomedes Batista, com uma missão clara: registrar os acontecimentos da cidade, valorizar sua cultura e construir um arquivo histórico para o presente e o futuro.

Criado em homenagem aos 223 anos de fundação de Silvânia, o Jornal A Voz surgiu como o décimo jornal impresso a circular na antiga Bonfim/Silvânia e, ao longo dos anos, conquistou um feito marcante: tornou-se o mais longevo entre todos eles.

Passadas quase três décadas, o jornal alcança sua 281ª edição, superando desafios comuns aos veículos impressos do interior do Brasil e atravessando transformações profundas no mundo da comunicação. Mesmo diante do avanço tecnológico e das novas formas de informação, A Voz permanece firme em seu propósito: contar a história da cidade através das pessoas, acontecimentos e tradições.

O lançamento do jornal aconteceu dentro de uma programação especial: o Reencontro com a Arte, evento promovido pela Sociedade Bonfinense de Cultura e pela Caixa Econômica Federal, com apoio da Rádio Rio Vermelho. A celebração reuniu música, literatura e artes plásticas, resgatando talentos locais e aproximando a comunidade de sua própria história.

A primeira noite foi marcada pela apresentação do tenor lírico Adriano Pinheiro, que emocionou o público com sete canções entre o clássico e o popular, além do espetáculo “Reencontros”, que reuniu textos de escritores silvanienses como Pe. Lobo, José Sêneca Lobo e Edmar Camilo Cotrim, junto a obras de grandes nomes da literatura brasileira.

A segunda parte do evento aconteceu na histórica Igreja do Bonfim, momento simbólico em que o templo voltou a integrar a vida ativa da comunidade, passando a receber visitantes. A programação contou com a apresentação do Coral Comunitário da UFG e uma exposição de artes plásticas com obras de artistas locais.

A mostra reuniu trabalhos de nomes como Natal Siqueira, José Cotrim da Silva, Divina Pereira, Haidée Damásio, Célio do Carmo e Ana Maria Bronca, valorizando o talento artístico produzido em Silvânia.

A primeira edição do Jornal A Voz também trouxe uma entrevista especial com o ex-prefeito e escritor José Sêneca Lobo, que recebeu a equipe em sua residência, em Goiânia. À época, próximo de completar 90 anos, o escritor relembrou histórias, desafios e sua profunda ligação com Bonfim, sua terra natal.

Presente no lançamento, José Sêneca Lobo testemunhou o nascimento de um projeto que ajudaria a preservar justamente aquilo que ele sempre valorizou: a memória de Silvânia e de seu povo.

Na primeira página de sua estreia, A Voz declarou sua missão:
“Com o objetivo de registrar a História, o significativo momento pelo qual a cidade e sua gente passam é que lançamos A Voz.”

E assim tem sido. Ao longo dos anos, o jornal se tornou um verdadeiro arquivo vivo da comunidade, registrando conquistas, personagens, acontecimentos e transformações da cidade.

Durante a pandemia da Covid-19, o Jornal A Voz ampliou sua presença ao lançar seu site, disponibilizando um grande acervo digital com todas as edições publicadas desde 1997, permitindo que novas gerações tenham acesso a esse patrimônio histórico.

Hoje, celebrar os 28 anos do Jornal A Voz é celebrar a própria trajetória de Silvânia. Uma história escrita por muitas mãos, muitas vozes e muitas memórias.

Jornal A Voz: uma testemunha do tempo, guardiã da história e parte da identidade de Silvânia.


Professor Maikel Alessandro transforma vidas por meio do esporte e consolida a Gracie Barra Silvânia como referência em Goiás

​ SILVÂNIA (GO) – Mais do que formar campeões, o professor Maikel Alessandro de Souza , de 43 anos, construiu uma história marcada pela de...

© todos os direitos reservados